Archive for September, 2013

SW Picture of the Day

Posted: September 28, 2013 in cosplay, photo, women
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And may the Force be with you… Have a nice weekend!

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Vladimir Konnov is a Russian professional photographer and therefore has no boundaries for his ideas in any area of photography. But, like everyone, Vladimir has his own preferences and priorities in his work, namely – Fashion, Beauty and Wedding photography. Check out his work on his official website or his portfolio on 500px.

Enjoy this gallery.

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All photos belong to Vladimir Konnov and are here only to promote his work.

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Para ler a Parte 10, clique aqui. Se você quiser baixar uma versão em documento de texto (Word) contendo todos os posts deste especial, ele está disponível no link a seguir: 20 anos de Arquivo X (Tamanho do arquivo 9 mb).

Tudo morre

“Arquivo X” foi a prova definitiva de que aquele raio que não cai duas vezes no mesmo lugar. Chris Carter tentou por três vezes lançar novos programas de TV nos moldes de “Arquivo X” e falhou em todas. “Millennium”, considerado até mais pessimista e sombrio do que “Arquivo X”, ainda conseguiu sobreviver por três temporadas completas mesmo com índices de audiência terrivelmente baixos, muito graças à insistência de seu criador, que remanejou parte da equipe de “Arquivo X” para ajudar na produção da série, entre eles os roteiristas Glen Morgan e James Wong. Para piorar, a série de Carter sobre realidade virtual “Harsh Realm”, criada por ele em 1999, foi cancelada logo após a sua estreia, e teve apenas três episódios produzidos. O spin off com os Pistoleiros Solitários (The Lone Gunmen, de 2001), produzido paralelamente à nona temporada de “Arquivo X”, acabou sendo um terrível engano, pois durou apenas 12 episódios. Tanto Carter quanto a Fox superestimaram o apelo desses personagens junto ao público. Quando eram colocados a serviço dos agentes Mulder e Scully em participações rápidas e divertidas, eles criavam um contraponto de humor que ajudava a equilibrar os momentos de maior tensão dos episódios. Mas isso não se repetiu quando precisaram atuar durante uma hora inteira. Tudo isso contribuiu para a impressão de que Chris Carter era o produtor de um único sucesso. E que sucesso.

O criador de “Arquivo X”, Chris Carter, tentou introduzir o conceito de que os personagens poderiam mudar, mas a mitologia manteria o seriado funcionando. Para fazer parceria com John Doggett (Robert Patrick), uma nova personagem foi introduzida durante a oitava temporada da série, a agente Monica Reyes (Annabeth Gish), com Scully aparecendo ocasionalmente para ajudar nas investigações por conta de sua experiência nos Arquivos X e de seu enorme conhecimento médico e científico.

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Apesar de todos os problemas surgidos nas últimas duas temporadas – brigas por salários, processos judiciais, mudanças de elenco e episódios irregulares – “Arquivo X” continuava um dos líderes de audiência entre os programas de horário nobre. Para alegria dos “shippers”, os fãs que torciam por um romance entre Mulder e Scully, a oitava temporada terminou com o nascimento do bebê de Scully e o terceiro beijo da série entre o casal de agentes. Se o bebê recebeu o nome de William por ser filho de Mulder, seja por inseminação artificial ou por um caso entre os agentes, ou se foi apenas uma homenagem, não importava mais. A nona temporada seria marcada pelo afastamento definitivo de David Duchovny e participações menores de Gillian Anderson, que foi transformada em uma espécie de atriz convidada de sua própria série. A fórmula inicial de “Arquivo X” mais uma vez se repetia, com o agente Doggett, um cético convicto, fornecendo o contraponto racional aos casos que ele a a agente Reyes, especializada em ocultismo e crédula em paranormalidade, investigavam.

O elenco fixo de “Arquivo X” durante o seu último ano de vida: Gillian Anderson (Agente Especial Dana Scully), Robert Patrick (Agente Especial John Doggett), Annabeth Gish (Agente Especial Monica Reyes), Mitch Pileggi (Diretor Assistente Walter Skinner), James Pickens Jr. (Vice-Diretor Alvin Kersh) e Cary Elwes (Diretor Assistente Brad Follmer), introduzido a partir do primeiro episódio da nona temporada. Segundo os roteiristas da série, Follmer era um ex-namorado da agente Reyes e foi criado para ser uma espécie de antagonista de Doggett e prejudicar as relações entre os dois.

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A audiência, que vinha caindo desde as três últimas temporadas, continuou seu caminho para baixo e a produção anunciou que a nona temporada seria de fato a última temporada de “Arquivo X”. Além disso, como não havia muito mais o que contar em termos de mitologia, a nona temporada ficou batendo nas mesmas teclas envolvendo a criação dos super soldados com DNA alienígena e o bebê de Scully que sempre aparecia alguém tentando matar, entre um ou outro episódio isolado mais interessante e capaz de despertar os fãs do tédio que se instaurou dentro da série. Para piorar, a ideia de outras pessoas trabalhando nos Arquivos X jamais foi aceita completamente pelos fãs, mesmo com o carisma e o talento de Robert Patrick e Annabeth Gish, e com Gillian Anderson e Mitch Pillegi dando uma forcinha na maioria das histórias. “Arquivo X” perdeu a credibilidade e encerrou sua vida na telinha com um episódio final em duas partes, “A Verdade”, que conseguiu pelo menos uma proeza: trazer David Duchovny de volta para encerrar a jornada de Mulder e Scully.

Nada importante aconteceu hoje

Desde o início dos trabalhos de pré-produção, a nona temporada já vinha despertando a curiosidade do público por conta da anunciada  participação especial da atriz Lucy Lawless, a estrela do seriado “Xena, a Princesa Guerreira” no episódio duplo “Nada Importante Aconteceu Hoje” (Nothing Important Happening Today) que abriu a temporada e foi ao ar na noite de 11 de novembro de 2001. O episódio mostrou uma abertura totalmente nova, com Gillian Anderson encabeçando o elenco, seguida de Robert Patrick, Annabeth Gish e Mitch Pileggi, que finalmente ganhou status de protagonista após nove anos de dedicação à série:

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A temporada que iria girar basicamente em torno do tema da conspiração do governo na criação dos super soldados alienígenas, começou com a despedida de Mulder – cuja sombra era vista no chuveiro – e a sua fuga para algum lugar ignorado por questões de segurança que nunca foram esclarecidas. A partir de então, Scully e ele passariam a se comunicar apenas através de emails. O FBI começou a investigar a morte de um agente do departamento de proteção ambiental, Carl Wormus (Nicholas Walker) em um acidente de carro forçado por Shannon McMahon (Lucy Lawless), antiga colega de Doggett dos seus tempos de fuzileiro. O vice-diretor Kersh escalou o diretor assistente Brad Follmer para acompanhar pessoalmente as investigações. Como Follmer, ex-namorado da agente Reyes, insistia que ela se afastasse de Doggett, Reyes percebeu que a missão dele era prejudicar o trabalho de seu parceiro e forçar a saída de Doggett do FBI. Após proteger Dogett e salvar a sua vida, Shannon explicou que ela e o informante de Doggett, Knowle Rohrer (Adam Baldwin), eram dois desses super soldados aparentemente invencíveis criados pelo governo a partir do processo de hibridação que misturou DNA humano com alienígena, dando-lhes força sobre-humana, incrível capacidade de regeneração e a habilidade de sobreviver em qualquer tipo de ambiente.

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As investigações apontaram para uma conspiração militar que planejava lançar um produto químico chamado cloramina, um catalisador de mutações, nos reservatórios de água e provocar uma reação em cadeia na população. Na sequência principal do segundo episódio, as investigações conduziram os agentes a um navio da Marinha norte-americana que servia de base para os testes. Lá, Rohrer tentava matar Doggett esmagando o seu crânio, mas foi decapitado por Shannon. Como ele não morreu, Rohrer atacou Shannon e ambos caíam ao mar. Os agentes conseguiam fugir a tempo do navio, que explodiu, destruindo as provas. No final, confrontado por Doggett, o vice-diretor Kersh justificou suas ações. Foi ainda nesse episódio Scully que descobriu que seu filho William tinha poderes especiais ao perceber que ele conseguia mover objetos sem os tocar, o que a deixou chocada. A frase “Nada importante aconteceu hoje”, que substituiu “A Verdade Está lá Fora” nos créditos de abertura da Parte 2, é uma referência à frase escrita pelo Rei George III da Inglaterra em seu diário no dia 4 de julho de 1776, dia em que os Estados Unidos declararam a sua independência.

A atriz Lucy Lawless nunca foi uma fã declarada da série, mas aceitou o convite para atuar como Shannon McMahon em “Arquivo X” após o cancelamento de sua série “Xena, a Princesa Guerreira”. A personagem estava confirmada para retornar em outros episódios, mas uma gravidez de alto risco da atriz impossibilitou que ela trabalhasse durante todo o período de gestação. Chris Carter reconheceu a forte sensualidade de Lucy e afirmou que foi divertido criar a ideia de um super soldado mulher, algo nunca antes visto na série.

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Scully voltou a lecionar na Academia do FBI em Quântico, enquanto a agente Reyes foi destacada para ajudar John Doggett nos Arquivos X. O primeiro caso oficial dos dois agentes juntos foi investigar uma série de assassinatos em rituais satânicos praticados por fanáticos em “Demônios” (Daemonicus), típico episódio “monstro da semana”, escrito por Frank Spotnitz para estabelecer a nova dinâmica da série, com Doggett e Reyes investigando os Arquivos X, e Scully prestando algum tipo de assessoria, como realizar exames e autópsias. Alguns episódios absolutamente banais se seguiram, como “O Senhor das Moscas” (The Lord of the Flies), “Dias Felizes” (Sunshine Days) e “Audrey Pauley”. Este último mostrava Reyes vivendo uma experiência fora do corpo após um acidente de carro. Presa em um limbo semelhante a um hospital e com a ajuda de uma paciente que podia se comunicar com ela, Reyes lutava para despertar sua consciência e impedir que ela fosse morta para que seus órgãos vitais fossem doados. Annabeth Gish declarou depois que de todos os episódios em que atuou, esse era o seu preferido. “João Ninguém” (John Doe) foi um dos bons episódios-solo de Doggett, que era visto vagando sem memória em uma cidade poeirenta na fronteira com o México, e os esforços de Scully e Reyes para o localizar e descobrirem o que havia acontecido com ele.

Seguindo uma tradição do seriado em apresentar astros da TV e do cinema em participações especiais”, “Improvável” contou com a participação do veterano ator Burt Reynolds. O episódio apresentou ainda outra mudança no lema de abertura de “A Verdade Está lá Fora” para “Dio Ti Ama” (“Deus ama você”, em italiano) e trazia também em italiano os créditos “Producttore Esecutivo: Chris Carter”.

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Digno de ser esquecido foi “Improvável” (improbable), escrito e dirigido pelo próprio Chris Carter envolvendo a caçada de Scully e Reyes a um assassino serial, que as obrigava a exercitar seus poderes de dedução e as colocava diante de um estranho e misterioso jogador de cartas interpretado pelo veterano ator Burt Reynolds. Ex-galã dos anos 70 e início dos anos 80, a carreira de Reynolds havia entrado em decadência após sua participação em fracassos do porte de “Striptease”. Reynolds havia declarado a Robert Patrick o seu interesse de atuar em “Arquivo X”. Fascinado por Numerologia e querendo produzir um episódio inteiramente de humor que desse um alívio em meio à enxurrada de histórias macabras em que seus personagens estiveram sempre sob forte tensão, Carter escalou Reynolds para viver Deus em pessoa e obrigou a equipe de efeitos especiais liderada por Mat Beck a criar uma incrível sequência em que a vista área de uma cidade se transformava em uma imagem em relevo do rosto do ator.

A nona temporada trouxe de volta a agente Leyla Harrison (vista no episódio “Sozinho”, da temporada anterior e interpretada por Jolie Jenkins), uma homenagem dos produtores à Leyla Harrison, uma fã de “Arquivo X” famosa pelas fan fictions que escrevia e que morreu de câncer em fevereiro de 2001. Foi durante a produção de “Monstros Assustadores” (Scary Monsters), o décimo quarto episódio da temporada, que os produtores ficaram sabendo que “Arquivo X” tinha sido cancelado pela Fox, frustrando a expectativa de que a série tivesse uma décima temporada. x-files-11

Outro episódio que ajudou a salvar a temporada foi “Não Confie em Ninguém” (Trust No 1), que resgatou o antigo clima de paranoia da série e apresentou uma trama bastante envolvente que explorou o tema dos super soldados e usou antigas imagens de David Duchovny para mostrar que a vida de Mulder ainda corria perigo, bem como a vida do filho de Scully, William, por conta de suas habilidades especiais. O ator Terry O’Quinn interpretou o misterioso Homem Sombra (Shadow Man), um super soldado infiltrado que tentou localizar Mulder e ganhar a confiança de Scully contando detalhes pessoais, inclusive sobre a primeira vez em que ela e Mulder fizeram amor, e que ela vinha sendo espionada há muito tempo. A sua morte ao ser exposto à magnetita, revelou que esse era o ponto fraco dos super soldados, a única maneira de destrui-los. O’Quinn foi visto no episódio “Aubrey”, da segunda temporada, e viveu um agente do FBI no filme “Resista ao Futuro”. Ele também atuou como Peter Watts em “Millennium” e na fracassada “Harsh Realm”, outras duas séries criadas por Chris Carter. O episódio mostrou uma nova mudança de lema nos créditos de abertura, onde se lia “They’re Watching” (Eles Estão Observando).

Quando os fãs acharam que “Arquivo X” já tinha dado tudo o que podia, o episódio “4-D” trouxe um novo alento à série ao mostrar os agentes investigando um assassino em série chamado Erwin Lukesh, capaz de transitar entre dimensões paralelas e assim escapar das cenas dos crimes. Muito bem escrito por Steven Maeda, apesar de Carter ser contrário à ideia de relacionamentos amorosos escancarados em sua série, o episódio “4-D” (uma referência ao número do apartamento onde vivia Lukesh), mostrava os agentes Doggett e Reyes flertando um com o outro, situação que se repetiria várias vezes ao longo da temporada.

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O ponto de partida para o excelente episódio duplo “Procedência” (“Provenance” e “Providence”) foi a queda de uma espaçonave que foi mantida em sigilo pelo FBI e a descoberta de que um culto de fanáticos por OVNIs liderado por um ex-militar poderia colocar a vida do pequeno William em risco mais uma vez. O episódio explorou detalhes da trilogia “A Sexta Extinção”, da sétima temporada, envolvendo a escrita Navajo inserida nas espaçonaves e um agente do FBI chamado Robert Comer que possuía um outro artefato alienígena e que tentou sequestrar William, sendo impedido e baleado por Scully. O vice-diretor Kersh explicou que Comer estava investigando o culto e as ameaças de morte a Mulder. Os Pistoleiros Solitários foram chamados para proteger William, mas tudo que conseguiram foi permitir que ele fosse sequestrado pela Mulher de Sobretudo.

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A Parte 2 abria com um prólogo mostrando quatro super soldados entrando em ação durante a Guerra do Golfo, na famosa batalha de Al Busayyah, testemunhada pelo líder do culto, o então coronel do exército Zeke Josepho. Na sequência do episódio, víamos Scully buscando desesperadamente pistas do paradeiro de William. Ela descobria que o menino era visto pelos membros do culto como uma espécie de Messias, o salvador da humanidade, baseado em seus poderes e que Mulder precisaria continuar vivo quando isso acontecesse. No final, William sobrevivia milagrosamente e sem ferimentos à explosão da nave alienígena que matou todos os membros do culto. O episódio apresentou um novo personagem, um veterano agente do FBI conhecido como “Toothpick Man” (Alan Dale), responsável pela morte do agente Comer e que revelou ser um dos super soldados alienígenas. O personagem foi criado para substituir o Canceroso no comando do novo Sindicato: trabalhando dentro do FBI, ele controlava a diretoria e também tinha acesso irrestrito à Casa Branca – visto em uma cena que acabou sendo cortada na sala de edição.

Nunca foi confirmado pelos produtores se Mulder era ou não o pai biológico de William. Os fãs trataram de investigar as três temporadas finais em busca de pistas. O reimplante do microchip poderia ter curado a esterilidade de Scully, de uma forma que William poderia ser produto de uma tentativa de inseminação artificial para a qual Mulder tinha sido o doador (essa tentativa, porém, não deu certo, e não se sabe se houveram outras), se foi fruto de uma noite de amor entre os agentes pouco antes de Mulder ter sido abduzido, ou de acordo com o monólogo de Mulder em “Essência”, produto de uma manifestação sobrenatural.

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Agora era oficial: “Arquivo X” tinha chegado ao fim. Chris Carter decidiu amarrar todas as pontas soltas, mas como não havia mais ninguém para matar, ele convocou os Pistoleiros Solitários de volta e matou os três de uma forma absurdamente banal, que surpreendeu os fãs no episódio “Eles Nunca Morrem” (Jump the Shark). Não se sabe se foi por vingança pelo cancelamento da série estrelada por eles ou porque com o cancelamento a Fox não queria que os personagens voltassem ao “Arquivo X”. A morte de Frohike, Byers e Langley fechou o arco do seu seriado que envolvia uma hacker amiga deles chamada Yves Adele Harlow (Zuleikha Robinson), que segundo provas entregues pelo MIB Morris Fletcher (Michael McKean, introduzido em “Arquivo X” no episódio duplo “Terra dos Sonhos) aos agentes Doggett e Reyes, era uma super soldada e estava desaparecida há mais de um ano. Carter decidiu também fechar o arco envolvendo o assassinato até então não solucionado do filho do agente Doggett, Luke, no episódio “Libertação” (Release), no qual o agente reabriu o caso graças à ajuda de um  aluno de Scully na Academia, Rudolph Hayes, brilhante na criação de perfis de assassinos seriais. Hayes conseguiu juntar as pistas do passado com outros crimes ocorridos no presente e embora todas as evidências apontassem para o cadete Hayes, que na verdade era um ex-paciente com problemas mentais chamado Stuart Mimms, o assassino estaria ligado ao chefe do crime organizado, Nicholas Regali, por sua vez ligado ao diretor assistente Brad Follmer.

No episódio “Libertação”, que trata do assassinato do filho do agente Doggett, a ex-esposa dele, Barbara Doggett, foi interpretada por Barbara Patrick, esposa do ator Robert Patrick na vida real. O casal se casou na época das filmagens de “O Exterminador do Futuro 2” e tem um casal de filhos.

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mulder-in-eye-scullyPreparando o caminho para o final de “Arquivo X”, Chris Carter escreveu o roteiro de “William” em colaboração com Frank Spotnitz e David Duchovny, que também dirigiu o episódio, o décimo sexto da temporada, e que marcou a volta de Mulder, visto em uma cena através do seu reflexo no olho de Scully. No episódio, um homem desconhecido e desfigurado invadia a sala dos Arquivos X e acabava sendo preso por Doggett. No interrogatório, o homem dizia que conhecia Mulder e que sofreu uma tentativa fracassada de transformá-lo em um híbrido alienígena. Quando testes de seu DNA dão positivo, Doggett conclui que ele é Mulder, mas na verdade o homem é o ex-agente do FBI, Jeffrey Spender, irmão de Mulder, baleado pelo Canceroso e dado como morto quatro anos atrás. Ele aplica uma injeção de magnetita em William para proteger o menino dos alienígenas e transformá-lo em uma criança normal. Percebendo que não havia como garantir a segurança de William, Scully decidiu entregar o menino a pais adotivos de uma forma que ninguém soubesse da sua localização.

Após o seu desligamento da série durante a sexta temporada, o ator Chris Owens mudou-se para Toronto, no Canadá. Anos depois, ele recebeu um telefonema de David Duchovny dizendo que os produtores de “Arquivo X” estavam filmando o final da série e precisavam que seu personagem, o agente Jeffrey Spender, retornasse nos últimos episódios. O episódio “William” explicou que Spender foi salvo da morte graças à uma injeção com o vírus alienígena, mas que a experiência desfigurou completamente o seu rosto.

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“É o fim, você não terá outra chance. Então é melhor você colocar tudo o que você sempre quis colocar no episódio. Havia coisas para nos distrair do que realmente estava acontecendo. A banda estava se separando”, comentou Chris Carter alguns meses antes de o episódio final de “Arquivo X” ser realizado. Para o produtor Frank Spotnitz foi uma sensação estranha escrever os roteiros sabendo que seria a última vez que Scully faria isso ou que Mulder diria aquilo, e que Chris Carter fez o anúncio do fim da série com muita antecedência para que todos pudessem ter tempo de colocar suas mentes em ação para darem aos personagens tudo aquilo que lhes era devido. O episódio final de “Arquivo X” foi preparado como um especial de duas horas. “A Verdade” (The Truth), escrito por Chris Carter e dirigido pelo veterano da série Kim Manners, foi ao ar na noite de 19 de maio de 2002.

Com o episódio duplo “A Verdade”, David Duchovny estava oficialmente de volta à série desde a sua última aparição em “Existência”, episódio final da oitava temporada. Foi também a única vez em que os créditos de abertura de “Arquivo X” traziam os cinco atores principais juntos – David Duchovny, Gillian Anderson, Robert Patrick, Annabeth Gish e Mitch Pileggi. As duas partes de “A Verdade” somam o 201º e o 202º episódios de “Arquivo X”.

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No episódio, Fox Mulder reaparece invadindo uma base militar onde descobria os planos em relação à invasão alienígena, inclusive a data programada da invasão, 22 de dezembro de 2012 (dez anos antes de o calendário maia assombrar o mundo com suas profecias apocalípticas, Chris Carter já havia se antecipado em explorar a data). Durante a tentativa de fuga em que precisou lutar com o super soldado Knowle Rohrer (Adam Baldwin), jogando-o contra cabos de alta tensão, Mulder acabou preso, acusado pela morte de Rohrer por eletrocução. Era tudo o que o FBI e o governo norte-americano queriam para literalmente fritar Mulder, condenando-o à cadeira elétrica. Um tribunal de araque comandado pelo vice-diretor Alvin Kersh foi encarregado do julgamento, com o diretor assistente Skinner assumindo o papel de advogado de defesa e baseando sua tese nas investigações de Mulder a frente dos “Arquivos X”. Na prisão, além do reencontro com Scully, Mulder recebeu a visita de antigos informantes e colaboradores, inclusive os falecidos Garganta Profunda, Sr. X, os Pistoleiros Solitários e Alex Krycek. Jeffrey Spender, Gibson Praise e Marita Covarrubias foram convocados como testemunhas, mas percebendo que tudo não passava de uma farsa, inclusive o falso corpo apresentado como sendo de Rohrer, Kersh decidiu ajudar na fuga de Mulder. Junto com Scully ele tentou obter provas de sua inocência.

A primeira parte do esperado episódio final de “Arquivo X” acabou sendo uma enorme frustração para a maioria dos fãs. Embora todos vibrassem com o retorno de David Duchovny à série, a primeira parte de “A Verdade” se perdeu em um falatório interminável recapitulando nove anos de conspirações e mistérios, e no desfile de assombrações de quem ficou pelo caminho, como uma forma de homenagear todos os atores que participaram da série, entre eles Jerry Hardin, Steven Williams e Nicholas Lea.

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A parte 2 de “A Verdade” tentou colocar a série nos eixos mas o tempo foi curto demais. Nenhuma revelação importante foi feita, nenhum mistério realmente esclarecido. Na fuga, Mulder e Scully vão parar no Novo México e chegam à uma aldeia Anasazi onde procuram por um ancião que pode explicar os documentos secretos que Mulder acessou durante a invasão à base militar, ninguém menos do que o Canceroso, que sobreviveu depois de ser atirado em uma cadeira de rodas do alto de uma escada por Alex Krycek e vive escondido em uma caverna feita de magnetita, capaz de protegê-lo dos super soldados. Quando Doggett e Reyes chegam, encontram Rohrer, cujo corpo é destruído pela ação da magnetita. Mulder e Scully fogem a tempo quando um míssil disparado de um helicóptero mata o Canceroso e destrói seu esconderijo. Escondidos em um quarto de hotel em Roswell, Mulder diz a Scully: “Os mortos não estão perdidos. Eles estão falando conosco como parte de algo muito maior do que nós, maior do que qualquer força alienígena. E se você e eu somos impotentes agora, eu quero acreditar que, se ouvirmos o que eles estão falando, eles podem nos dar o poder de salvar a nós mesmos”. Apesar dessa pequena chance de sucesso, Mulder finaliza: “Talvez haja esperança”.

William B. Davis fez uma aparição surpresa no final de “Arquivo X”, que mostrou seu personagem fumando através de um orifício em sua garganta. O míssil que destrói o seu esconderijo foi feito através de CGI e o efeito que mostrou o Canceroso sendo queimado vivo foi inteiramente criado por animação computadorizada pela equipe de efeitos visuais liderada por Mat Beck.

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Eu quero acreditar

Quando poucos ainda lembravam do seriado e de seus personagens, a Fox e os produtores de “Arquivo X” anunciaram um novo filme que marcaria a volta de David Duchovny e Gillian Anderson aos seus personagens clássicos, mas a trama do segundo filme nada tinha a ver com a mitologia da série. Na história, o súbito desaparecimento da agente Monica Bannan (Xantha Radley) faz com que a agente Dakota Whitney (Amanda Peet) recorra à ajuda do padre Joe (Billy Connolly), um homem que abusou sexualmente de 37 coroinhas no passado e que alega ter visões das vítimas. Para ajudá-la na busca, já que não conta com experiência em acontecimentos fora do comum, a agente Whitney busca o apoio de Fox Mulder (David Duchovny), que não é mais agente do FBI e permanece foragido. O contato é feito através de Dana Scully (Gillian Anderson), que também deixou o FBI e agora trabalha como médica em um hospital católico. Inicialmente relutante, Mulder decide cooperar na busca pela agente federal em troca de anistia, e aos poucos passa a acreditar cada vez mais nas palavras do padre Joe. Além de reunir os personagens, incluindo Skinner (Mitch Pileggi), que aparece apenas para salvar a vida de Mulder, o filme não acrescentou nada de útil à franquia.

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A fraca repercussão – ou se preferir a indiferença dos fãs ao novo filme – parece ter sepultado de vez o interesse dos seus produtores por novos filmes. Pelo menos, é o que parece. Em 2013, a Fox recusou a oferta para um novo filme que poderia trazer de volta os temas principais da mitologia de “Arquivo X” e que dizem respeito à invasão alienígena. Em julho deste ano, um dos eventos da Comic-Com, em San Diego, reuniu David Duchovny e Gillian Anderson, além de diversos outros membros do elenco e da equipe de produção do seriado, em comemoração dos 20 anos de “Arquivo X”, que teve o primeiro episódio exibido nos Estados Unidos em 10 de setembro de 1993.

David Duchovny e Gillian Anderson posam para uma foto durante a Comic-Con, realizada em julho deste ano, em San Diego. Dos vários eventos, da convenção, nenhum foi mais concorrido do que o que comemorou os 20 anos de lançamento de “Arquivo X”.

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Fim?

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Nobody knows, nobody saw

On this 14th, the case involving the disappearance of the bricklayer’s assistant Amarildo de Souza, has completed two months without any progress in the investigation. Amarildo, 46, a resident of the Favela da Rocinha, Rio de Janeiro, married and father of six children, was taken by military police for questioning in the Pacifying Police Unit (UPP) in the community and then was never seen again.

It is assumed that Amarildo was killed by the military police of the UPP and his body destroyed, a common practice in the poorest communities in Brazil, where state protection is missing, police violence is constant and there’s the action of armed groups (militia) that oppresses and threatens thousands of people and which control many local services since TV and Internet providers until distribution of gas cylinders.

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In all protests that have swept the streets of Brazil and were violently repressed by the police at the behest of corrupt governments who fear the popular uprising and try of all costs to perpetuate themselves in power, the claim heard most was “Where is Amarildo?”

Two months later, nobody knows, nobody saw. Amarildo de Souza is now just another number in the cruel statistics of the silent violence practiced in Brazil against the poorest population: about 90,000 people were reported missing from 1992 to 2012.

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Julian Assange, founder of WikiLeaks, also wants to know from the Brazilian authorities “Where is Amarildo?”

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Ninguém sabe, ninguém viu

No último dia 14, o caso envolvendo o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, completou dois meses sem qualquer avanço nas investigações. Amarildo, 46 anos, morador da Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, casado e pai de seis filhos, foi levado por policiais militares para interrogatório na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade e depois nunca mais foi visto.

Presume-se que Amarildo foi morto pelos policias militares da UPP e seu corpo destruído, uma prática comum nas comunidades mais pobres do Brasil, onde a proteção do estado é omissa, a violência policial é constante e a ação de grupos armados (milícia) oprime e ameaça milhares de pessoas e controlam muitos serviços locais que vão desde provedores de TV e Internet até distribuição de botijões de gás.

Em todos os protestos que varreram as ruas do Brasil e que foram violentamente reprimidos pela polícia a mando de governos corruptos que temem a revolta popular e tentam de todo custo se perpetuar no poder, o grito mais ouvido foi o de “Onde está o Amarildo?”

Dois meses depois, ninguém sabe, ninguém viu. Amarildo de Souza hoje é apenas mais um número na cruel estatística da violência silenciosa praticada no Brasil contra a população mais pobre: cerca de 90 mil pessoas foram dadas desde 1992 até 2012.

Julian Assange, fundador do WikiLeaks, também quer saber das autoridades brasileiras: “Onde Está o Amarildo?”

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Assista esse documentário em curta metragem de Rômulo Cyríaco entrevistando a família de Amarildo de Souza.

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Para ler a Parte 9, clique aqui.

A verdade ainda está lá fora

No final da sétima temporada, David Duchovny entrou com um processo judicial contra o canal Fox por direitos de syndication – a redistribuição do seriado para outras emissoras menores, que por contrato dariam ao ator cerca de cinco por cento dos lucros. A questão abalou as relações de Duchovny com os membros da equipe de “Arquivo X”, e quando foi confirmado que o seriado voltaria para mais uma temporada, o ator declarou que não participaria dela preferindo investir em sua carreira no cinema. A solução dos roteiristas foi fazer com que Mulder fosse sequestrado por alienígenas no último episódio da sétima temporada, “Réquiem”, criando uma solução para a ausência de Duchovny na temporada seguinte. Gillian Anderson sempre esteve presa à sua lealdade por Chris Carter, o responsável direto por sua contratação, e por conta disso decidiu permanecer na série. Outro “gancho” deixado no ar pelo episódio final foi a gravidez de Scully, que até então acreditava ser estéril em razão das experiências que sofreu durante a sua abdução alguns anos atrás.

O novo parceiro de Scully, o agente especial John Doggett, serviu no pelotão de fuzileiros, depois trabalhou como detetive na polícia de Nova York e atuou na Guerra do Líbano, antes de ingressar no FBI. Ao contrário de Scully, que finalmente se rendeu à existência dos fenômenos paranormais, Doggett, era completamente descrente em tudo isso. Mantinha-se assim, ainda que por linhas tortas, a premissa original da série de ter dois protagonistas com visões opostas e complementares.

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Depois de uma negociação complicada que se arrastou por vários meses, David Duchovny entrou em acordo com o canal Fox para receber os valores questionados judicialmente e assinou um contrato para atuar em oito dos episódios da oitava temporada. Para estenderem ao máximo a sua participação, os roteiristas usaram de todos os artifícios possíveis, desde usar um clone de Mulder até cenas de flashback do agente antes de sua abdução dando a impressão de que o ator participou de mais episódios. Para substituir o ator nos episódios em que Mulder não estaria presente foram feitos testes em cerca de 100 candidatos para interpretar o agente do FBI John Doggett, encarregado de descobrir o paradeiro de Mulder e que depois iria ser confirmado como o novo parceiro de Scully nos Arquivos X. Entre os atores testados para o papel estavam Bruce Campbell e Lou Diamond Phillips. O papel acabou indo parar nas mãos de Robert Patrick, ator até então mais conhecido por ter sido o cyborg T-1000 em “O Exterminador do Futuro 2”.

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Parecia que o universo inteiro estava conspirando contra. Além de processos judiciais e mudanças forçadas no elenco, um grave acidente durante as gravações do primeiro episódio por conta de um andaime que desabou, deixou seis feridos e provocou a morte por eletrocução de um dos membros da equipe, Jim Engh, homenageado nos créditos do episódio “Por Dentro”, levado ao ar em 5 de novembro de 2000. O episódio já apresentava a primeira novidade: a mudança nos créditos de abertura, que permaneceu imutável durante sete temporadas, mas foi alterado para atualizar as fotos de Mulder e Scully e incluir o novo protagonista da série, Robert Patrick, além de uma nova montagem que fazia referências à gravidez de Scully e ao desaparecimento de Mulder. Apesar do habitual esforço dos produtores e roteiristas, ninguém da equipe era capaz de prever se os fãs iriam ou não aceitar o novo ator ou que “Arquivo X” continuaria um dos líderes de audiência no horário nobre.

Robert Patrick caiu de páraquedas dentro dos Arquivos X para preencher a lacuna deixada pelo afastamento de David Duchovny durante metade da temporada. Porém, o novato agente Doggett acabou rapidamente sendo aceito pelo público graças ao talento e ao carisma do ator, que não só dava credibilidade ao personagem como demostrou uma ótima química com a estrela da série Gillian Anderson.

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Comparada à sétima temporada, a mais fraca de todas, a oitava temporada acabou sendo um relativo sucesso quando muitos acreditavam que tantas mudanças acabariam influenciando negativamente nos índices de audiência. Ainda que uma parcela considerável dos fãs tenha se afastado insatisfeita com os rumos do seriado, houve muitos episódios curiosos e interessantes ao longo da temporada, além de outros feitos para cumprir a agenda de produção, que contabilizou 21 episódios no total.

Isto não está acontecendo

O agente especial John Doggett, líder da força-tarefa comandada pelo agora vice-diretor do FBI Alvin Kersh (James Pickens Jr.) foi encarregado de desvendar o desaparecimento do agente Mulder. No episódio “Por Dentro” (Within), Kersh já começava ameaçando Scully e o diretor assistente Skinner – única testemunha da abdução de Mulder – a não comentarem nada a respeito de alienígenas e abduções ou perderiam seus empregos, mostrando que a busca por Mulder seria apenas uma cortina de fumaça para livrar a reputação da agência federal de investigação.  Os primeiros encontros entre Scully e Doggett não foram nada amigáveis, mas além de estabelecer desde o início a diferença de pensamentos entre Doggett – um cético convicto – e de Scully, uma crente quase devota aos fenômenos paranormais, esse primeiro episódio trazia de volta Margareth, a mãe de Scully (vivida pela atriz Sheila Larken), enquanto mostrava os personagens correndo de um lado para o outro atrás de pistas que revelassem o paradeiro de Mulder.

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Através de um rastreamento de atividades de OVNIs feito pelos Pistoleiros Solitários, a busca por Mulder conduziu todos ao deserto do Arizona, onde reencontraram o telepata Gibson Praise (Jeff Gulka) e alguém parecido com Mulder que tentava sequestrar o menino, mas que na verdade era o Caçador de Recompensas alienígena (Brian Thompson), utilizando a aparência do agente. Precisando reinventar a mitologia da série para adequar a trama ao desaparecimento de Mulder durante metade da temporada, além de construir um background para o novo personagem do agente Doggett, o segundo episódio “Por Fora” (Without) também dava mais pistas de que a gravidez de Scully seria o principal arco do programa a partir de agora. Como as buscas por Mulder foram em vão, ao final do episódio Doggett acabava sendo designado pelo vice-diretor Kersh para atuar nos Arquivos X ao lado de Scully.

 A cena em que Scully joga água no rosto de Doggett foi a primeira a ser filmada como uma espécie de cerimônia de batismo para o recém-contratado ator Robert Patrick. O diretor assistente da série, Tom Braidwood, que interpretava o Pistoleiro Frohike, comentou que esta era uma de suas cenas preferidas de toda a série. Patrick e o diretor do episódio “Por Dentro”, Kim Manners, reconheceram que não poderia ter havido uma introdução mais perfeita para o personagem.

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Enquanto os roteiristas queimavam seus neurônios para criar uma história que trouxesse Mulder de volta de uma forma convincente e reinventavam a conspiração envolvendo o governo, os militares e os alienígenas na criação dos super soldados, toda a mitologia anterior de sete anos parecia estar sendo esquecida ou descartada. Houve, porém, bons episódios de “monstro da semana”, um deles o primeiro caso em que Scully e Doggett atuaram juntos: “Paciência” (Patience), que parecia mais uma cópia carbono do filme “Olhos Famintos”, mas que ajudou a desenvolver a dinâmica entre os dois agentes logo no início. Outro bom episódio foi “Risco de Vida” (Roadrunners), que mostrava Scully sendo sequestrada por fanáticos que cultuavam um organismo hospedeiro maligno que acabou inserido em seu corpo. Nos primeiros episódios, Scully desconfiava das reais intenções de Doggett, mantendo-o sempre à margem de suas investigações.

No final do episódio “Risco de Vida”, ao mostrar Scully sendo resgatada por Doggett, se desculpando, agradecendo por ele ter salvo sua vida e prometendo não mais investigar um caso sozinha, o roteirista Vince Gilligan deu ao público a noção definitiva de que Doggett não só era digno de confiança como era o herói da série a partir de agora. Robert Patrick comentou: “O principal sentido daquela cena foi mostrar para ela ‘Olhe, eu estou aqui por você. Eu estou do seu lado. Nós somos parceiros agora.'”

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Houve ainda uma bizarra aventura-solo de Doggett: “O Dom” (The Gift), no qual seguindo uma pista de um caso investigado por Mulder meses antes do seu desaparecimento, o agente Doggett descobriu que Mulder sofria de uma doença terminal em seu cérebro provocada pela sua exposição ao artefato alienígena. Algumas cenas de David Duchovny foram utilizadas em um flashback que mostravam a busca de Mulder pelo devorador de almas. Seguindo as pistas dessa criatura mitológica, Doggett era assassinado pelo xerife local, devorado pelo monstro e então ressuscitado. Scully fez apenas uma pequena aparição ao final do episódio, que permitiu que Gillian Anderson tirasse alguns dias de folga com sua filha Piper. Este foi o décimo primeiro episódio da temporada e marcou a primeira aparição de David Duchovny desde os episódios “Por Dentro” e “Por Fora”.

A segunda parte do episódio duplo que abriu a oitava temporada, “Por Fora” mostrava cenas assustadoras de Mulder sendo torturado no interior da nave alienígena e de Scully lutando contra o Caçador alienígena que mudava de aparência a cada momento.

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Um dos episódios que ajudaram a construir o personagem de Doggett foi “Invocação” (Invocation), em que o reaparecimento de um menino com a mesma idade com que havia misteriosamente desaparecido dez anos atrás fez com que Doggett revivesse as lembranças de seu drama particular – o sequestro e o assassinato de seu filho Luke, ocorrido na época em que o agente trabalhava na polícia de Nova York. Outro episódio interessante foi “A Segunda Chance” que mostrava os eventos envolvendo o assassinato da esposa de Martin Wells, um advogado amigo de Doggett, e a luta dele para provar sua inocência, contados em uma narrativa regressiva, e que contou com a participação do ator Joe Morton, que atuou ao lado de Robert Patrick em “O Exterminador do Futuro 2”. O título original, “Redrum”, isto é, “murder” (ou “assassino”) é uma referência direta ao episódio, que foi escrito de trás para frente.

Por conta da gravidez de Scully, não fazia sentido mostrar a personagem correndo e lutando. Além disso, sem uma mitologia definida, a primeira metade da temporada foi marcada pelos monstros e histórias isoladas, com a maioria dos episódios mostrando Doggett a frente das investigações. Em “Medusa” (Medusa), ele investigava mortes de pessoas por um tipo desconhecido de organismo unicelular nos túneis do metrô de Boston.

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Foi apenas a partir do episódio 13, “Enganação” (Per Manum), que envolvia a descoberta de Scully de que várias outras mulheres que como ela não poderiam engravidar, haviam sido abduzidas e engravidadas com bebês alienígenas, que a série retornou ao que se poderia chamar de “mitologia”, uma vez que Scully passou a temer a real natureza da criança que estava gerando. O episódio explicou alguns fatos envolvendo a gravidez até então misteriosa de Scully e trazia algumas cenas em flashback dela com Mulder. O episódio marcou também a primeira aparição de Knowle Rohrer (Adam Baldwin), um militar amigo de Doggett que se tornaria o seu informante e mais tarde um traidor.

O seriado só iria engrenar para valer a partir do episódio seguinte “Isto Não Está Acontecendo” (This is Not Happening), que introduziu a agente Monica Reyes (Annabeth Gish), amiga pessoal de Doggett e especialista em ocultismo e paranormalidade, para ajudar nas buscas por Mulder quando diversas outras vítimas de abduções começaram a reaparecer ao mesmo tempo, inclusive Theresa Hoese (Sarah Koskof), a jovem abduzida no episódio Piloto e novamente vista em “Réquiem”, da sétima temporada. O episódio marcou a volta oficial de David Duchovny ao “Arquivo X” e trouxe de volta o personagem Jeremiah Smith (Roy Thinnes, astro do seriado dos anos 60 “Os Invasores”), visto durante a terceira e quarta temporadas, e que poderia ajudar na cura de Mulder, que finalmente foi encontrado mas mortalmente ferido.

A atriz Annabeth Gish entrou em “Arquivo X” como uma possível substituta caso Gillian Anderson não renovasse seu contrato para mais um ano. Gish nem precisou fazer testes para o papel. Após receber um telefonema de seu agente, ela foi à uma reunião com Chris Carter e Frank Spotnitz. Ao fim da reunião, ela já estava confirmada no papel da agente Reyes. A personagem voltaria no episódio “Empédocles” para ajudar em um caso que poderia estar ligado ao assassinato do filho de Doggett.

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Em “Morto Vivo” (Dead Alive), que se passava três meses após o funeral de Mulder, outro dos que foram abduzidos junto com Mulder,  Billy Myers (Zachary Ansley), voltou à vida na mesa de autópsias, e o diretor assistente Skinner ordenou que o corpo de Mulder fosse exumado. Com sinais de vida extremamente fracos, Mulder foi hospitalizado. Alex Krycek reaparecia para chantagear Skinner e através do controle dos nano-robôs em seu sangue ofereceu uma vacina que poderia salvar a vida de Mulder se Skinner interrompesse a gravidez de Scully. As pesquisas de Scully revelaram que o vírus alienígena estava alterando o DNA das pessoas e as transformando em um novo ser. Sabendo da chantagem, Doggett tentou deter Krycek, mas este fugiu e a vacina se perdeu. Quando os aparelhos que mantinham Mulder vivo foram desligados para evitar a sua transformação, descobriu-se que eram eles os responsáveis por manter o vírus alienígena incubado, salvando assim a vida dele. Mulder recuperou a consciência e viu Scully ao lado da cama. “Quem é você?” perguntou ele, em tom de piada: “Alguém sentiu a minha falta?”

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Com a volta de Mulder, os roteiristas voltaram à mitologia em “Três Palavras” (Three Words), que retornou ao tema da colonização agora abordando a criação dos super soldados alienígenas. No episódio, Kersh ignorou o pedido de Doggett e Skinner para que Mulder voltasse aos Arquivos X, Mulder acusou Doggett de tentar encobrir provas cruciais para as suas investigações e juntos invadiram um laboratório de pesquisas com a ajuda dos Pistoleiros. Esse episódio revelou também que o informante de Doggett, Knowle Rohrer, era um traidor alienígena. O óleo negro voltou a ser tema de um episódio em “Vienem” (que significa em espanhol “eles estão vindo”, uma referência aos super soldados alienígenas), que tratou da morte de trabalhadores em uma plataforma de petróleo em alto-mar, utilizada para o transporte do vírus alienígena.

Escrito por Steven Maeda, o episódio “Vienem” mostrou uma cena em que Mulder dizia a Doggett que foi demitido do FBI. Mais do que uma simbólica “passagem de bastão”, a cena deixou bem claro aos fãs de “Arquivo X” que Robert Patrick agora era o astro principal da série.

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O episódio em duas partes “Essência” (Essence) e “Existência” (Existence) fechou a temporada. No primeiro, Mulder, Scully, Doggett, Reyes e Skinner descobriam terríveis fatos em consequência do pacto firmado entre o extinto Sindicato e os alienígenas, com Billy Myers agora um híbrido aparentemente indestrutível e reprogramado tentando promover uma queima de arquivo total, incluindo o assassinato do filho de Scully às vésperas de ela dar à luz. Eles precisaram contar com a colaboração de Alex Krycek, que por um momento mudou de lado. Na segunda parte, foram explicados os detalhes da experiência para a criação dos super soldados e uma tentativa de Krycek de matar Mulder resultou na sua morte por Skinner com um tiro na cabeça. Reyes levou Scully para se refugiar em uma pequena cidade, onde ajudou no parto da colega. Os super soldados cercaram o lugar mas ao perceberem que Scully deu à luz um bebê normal, foram embora no momento em que Mulder chegou. Mais tarde, em seu apartamento, Mulder e Scully conversaram sobre os últimos acontecimentos e trocaram um beijo apaixonado.

Até o último episódio não havia indícios de que “Arquivo X” teria mais uma temporada, mas mesmo assim Carter deixava pontas soltas que possibilitassem uma nona temporada apenas com Robert Patrick e Annabeth Gish. David Duchovny confirmou que deixaria a série definitivamente pelo “bem do seriado” e o contrato de Gillian estava terminando.

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Continua no próximo post…