20 Anos de Arquivo X – Parte 9

Posted: September 15, 2013 in tudo o que eu amo
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Para ler a Parte 8, clique aqui.

Acreditar para compreender

“Arquivo X” fez com que muitas pessoas fossem levadas a criar teorias tentando explicar o segredo do sucesso desse seriado de TV, que chegava ao sétimo ano ainda cheio de vitalidade e com uma legião de fãs ao redor do planeta, se esse sucesso era em razão dos temas sobrenaturais que despertavam a imaginação do público com relatos sobre a existência de extraterrestres e conspirações governamentais para esconder essa existência da população, ou em razão do desenvolvimento dos personagens, a forma como interagiam ao longo da série e suas personalidades sempre em constante transformação. Muitos seriados pegaram carona no sucesso de “Arquivo X”, copiando seus temas e ideias. Nenhum sobreviveu além de uma ou duas temporadas.

Os relatos sobre abduções e avistamentos de Objetos Voadores Não Identificados remontam a várias décadas atrás, desde a paranoia com a suposta queda de uma nave extraterrestre em Roswell, em 1947. O tema apenas foi despertando mais e mais curiosidade ao longo do tempo, e ganhando o imaginário popular graças ao cinema e a literatura, mas nada que justifique o sucesso de “Arquivo X” apenas por explorar histórias sobre extraterrestres. Uma das grandes ideias por trás de “Arquivo X” foi mexer com a opinião pública, reabrindo antigas feridas e explorando outras mais recentes. Desde o assassinato do presidente John F. Kennedy, passando pelo escândalo de Watergate até a Guerra do Golfo, o seriado declarava abertamente que as autoridades não mereciam a confiança da população.

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Os roteiristas de “Arquivo X” utilizavam uma técnica de narrativa quase sempre infalível, chamada “suspensão de descrença” (suspension of disbelief) que consiste em desenvolver uma narrativa que envolva o espectador ou leitor de tal modo que ele passa a acreditar em tudo o que é narrado sem questionar a validade dos temas e situações apresentadas, colocando-se ele mesmo no centro da ação narrada. Outra técnica era explorar o equilíbrio das histórias de uma forma que o espectador sempre tinha mais perguntas do que respostas ao final, e que sempre enveredavam por duas linhas de narrativa: uma fazendo com que o público acreditasse no que estava acontecendo, e outra apresentando propostas alternativas que o manteriam em dúvida. Além de tudo isso, os episódios eram muito bem escritos, dirigidos e produzidos, e estrelados por dois atores em total entrega. Muitos foram os fatores que concorrem para que “Arquivo X” chegasse até onde chegou.

E o seriado chegou ao sétimo ano de vida na noite de 7 de novembro de 1999. Com muito da antiga mitologia já explicada envolvendo a colonização e a hibridação de humanos com alienígenas, inclusive com o fim do Sindicato na temporada anterior, a nova temporada iria fechar mais alguns arcos importantes, o principal deles envolvendo o desaparecimento da irmã de Mulder, Samantha. A decisão de se fechar o arco da história de Samantha provocou surpresa em muitos membros da equipe de produção já que a busca de Mulder por sua irmã era o Santo Graal de “Arquivo X” desde o primeiro episódio. O produtor Paul Rabwin declarou: “Já são sete anos. Eu não acho que qualquer um de nós sentirá muito a falta de Samantha Mulder. Esse recurso e sua motivação foram muito fortes nos primeiros anos da série, mas muitos anos se passaram, e a especulação que provocou no início agora esmoreceu”.

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Além da liberdade criativa dada aos astros para que escrevessem e dirigissem seus próprios episódios, e assim como na sexta temporada, a sétima temporada tentou inovar com episódios incomuns, um deles produzido no formato do reality show “Cops”, famoso seriado de TV que mostrava as ações da polícia de Los Angeles. Apesar dos esforços dos roteiristas, a sétima temporada apresentou os episódios mais desinteressantes já escritos para “Arquivo X”. Com o cancelamento do seriado irmão de “Arquivo X”, Chris Carter decidiu incorporar um episódio especial de “Millennium” dentro da sétima temporada. A temporada foi produzida como se fosse a última, uma vez que até a produção do último episódio não havia nenhum indício de que “Arquivo X” voltaria para um eventual oitavo ano.

Amor de fé

Continuando os acontecimentos do final da temporada anterior, “A Sexta Extinção Parte 1” e “A Sexta Extinção Parte 2” (“The Sixth Extinction” e “The Sixth Extinction 2: Amor Fati”) mostravam Mulder ainda sofrendo do frenesi mental que o acometeu depois de ter sido exposto à inscrição do artefato alienígena. Como seu estado piorava, o agente Michael Kritschgau (John Finn, visto antes na trilogia “Redux”) explicou que o cérebro de Mulder estava trabalhando mais rápido do que ele conseguia suportar e uma droga foi injetada em seu cérebro para melhorar a sua consciência. As pesquisas de Scully avançaram no sentido de descobrir que as inscrições na nave alienígena que ela encontrou enterrada na praia na Costa do Marfim diziam respeito ao DNA humano e continham ideogramas reproduzindo trechos inteiros de todas as religiões do planeta no dialeto Navajo. O diretor assistente Skinner tentou transferir Mulder de hospital, mas a agente Fowley o impediu.

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Quando Scully precisou fugir da Costa do Marfim e retornar a Washington, Mulder foi levado em um estado catatônico e submetido a uma cirurgia para transferir parte do seu tecido cerebral para o Canceroso. Kritschgau explicou que o artefato despertou um vírus ao qual Mulder foi exposto em Tunguska, mas acabou sendo assassinado por Alex Krycek. Durante a cirurgia, Mulder tinha um sonho em que o prendia à uma realidade alternativa e Scully era alertada em um sonho pelo espírito de Albert Hosteen sobre uma profecia de um genocídio que seria evitado pela ação de um único homem. A agente Fowley, que foi vista jurando lealdade ao Canceroso na temporada anterior, foi questionada por Scully e resolveu rever sua participação nos planos, optando por permitir que Scully localizasse Mulder. Fowley acabou pagando com a vida por sua traição. Mulder foi resgatado e se recuperou das crises mentais.

Chris Carter estava interessado na possibilidade de que os extraterrestres estivessem envolvidos em extinções em massa de antigas civilizações e usou esses temas no episódio duplo “A Sexta Extinção”. Grande parte do episódio também foi inspirado pelo romance de Nikos Kazantzakis “A Última Tentação de Cristo”, e uma cena que mostrava uma operação em Mulder foi tematicamente em comparação com a crucificação de Jesus Cristo.

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O que no início foi uma premissa interessante lançada por “Biogênese”, de que os extraterrestres estivessem envolvidos na genética humana e na construção das grandes religiões do planeta no molde das teorias do escritor de “Eram os Deuses Astronautas”, Erik Von Dänikken, acabou se transformando em dois episódios frustrantes. A mudança de lema de “A Verdade Está lá Fora” para “Amor Fati” (que em latim quer dizer “Love of Fate”, ou “Amor de Fé”) é uma referência ao pensador alemão Friedrich Nietzsche, e no sentido de amor à uma vida predestinada levada a cabo pelo agente Mulder em sua cruzada pessoal. Além de sofrer por conta de desvios de narrativa obrigatórios quando se observou que não havia mais nada de novo para contar em termos de mitologia, a sétima temporada sofreu com a saída dos roteiristas habituais do seriado – Glen Morgan, James Wong e Darin Morgan – e a entrada de um novo time de escritores pouco familiarizados com o espírito de “Arquivo X” e com seus personagens.

A história de “A Sexta Extinção” trouxe de volta o primeiro informante de Mulder, Garganta Profunda (Jerry Hardin), a irmã de Mulder, Samantha (adulta e novamente vivida pela atriz Megan Leitch), ambos vistos na sequência do sonho, além de Teena Mulder (Rebecca Toolan), a mãe do agente. A sequência do sonho acabou sendo o momento mais interessante do episódio, que decepcionou os fãs.

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A sétima temporada acabou afastando “Arquivo X” da sua própria mitologia. Sem saber se teriam ou não uma nova temporada, os roteiristas praticamente esgotaram a mitologia no episódio duplo do sexto ano “Dois Pais” e “Um Filho”. Depois que descobriram que precisariam estender a mitologia da série para a adaptarem a uma temporada nova e completa, em vez de retornarem à teoria da colonização, eles decidiram enveredar por um outro caminho que não só desagradou aos fãs, como repercutiria em críticas desfavoráveis nos próximos dois anos. A sétima temporada acabou tendo o menor número de episódios mitológicos entre todas, e foi marcada por muitos episódios isolados terríveis: “Faminto” (Hungry), sobre um mutante adolescente com uma compulsão incontrolável por cérebro, “Investida” (Rush), sobre adolescentes que expostos a algum tipo de radiação extraterrestre desenvolviam uma força e velocidade sobre-humanos, ou “O Cigarro da Morte” (Brand X), sobre uma testemunha em uma investigação sobre a fábrica de cigarros Morley – a marca usada pelo Canceroso – que tem uma morte horrorosa e leva os agentes Mulder e Scully a uma terrível conspiração para encobrir uma experiência biológica.

Outros episódios igualmente decepcionantes foram “Quimera” (Chimera) – que não tem a participação de Scully em razão da folga dada à Gillian Anderson para que escrevesse seu roteiro de “Todas as Coisas” – que mostrava Mulder investigando um caso de desaparecimento em uma pequena cidade que o levou a diversos assassinatos provavelmente cometidos por uma criatura mitológica chamada Banshee, “Três Desejos” (Je Souhaite), uma espécie de versão sem muita graça de “Jeannie é um Gênio”, sobre um gênio feminino que reclamava que as pessoas sempre lhe faziam pedidos errados, e possivelmente o pior episódio do ano, “O Mundo Virtual” (First Person Shooter), sobre um software de simulação de tiro em primeira pessoa que criava um personagem virtual capaz de assassinar pessoas na vida real.

O único ponto de interesse do episódio “O Mundo Virtual”, que trouxe de volta os Pistoleiros Solitários em uma trama sem sentido, foi ter sido escrito por William Gibson e Tom Maddox. Gibson, o festejado autor do romance “Neuromancer”, publicado nos anos 80 e que inaugurou o gênero cyberpunk que inspirou filmes como “Matrix”, já havia dado sua contribuição à série com “Vivendo no Ciberespaço”, da quinta temporada.

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Durante a sétima temporada, os produtores deram oportunidades de o elenco participar além das câmeras, escrevendo e dirigindo seus próprios episódios. David Duchovny, que já tinha escrito e dirigido “O Anti-Natural” na temporada anterior, voltou a colaborar escrevendo o roteiro de “A Sexta Extinção Parte 2” e depois escrevendo e dirigindo “Hollywood D.C.” (Hollywood A.D.), uma sátira sobre Hollywood, quando um estúdio decide fazer um filme baseado nas investigações dos agentes Mulder e Scully (acredite se quiser!), e os agentes são destacados para servirem como consultores dos astros contratados para interpretá-los, ninguém menos do que Téa Leoni (esposa de David Duchovny na vida real) e o seu amigo pessoal Gary Shandling. Ao escrever seu roteiro para “Todas as Coisas” (All Things), Gillian Anderson preferiu mergulhar no drama pessoal de Scully, mostrando um antigo romance do seu passado que retornava para trazer alguns esclarecimentos sobre sua decisão em largar a Medicina para ingressar no FBI, além de explorar suas angústias e crenças religiosas.

“Todas as Coisas” (All Things) tem uma participação mínima de Mulder por conta da folga dada a Duchovny para que escrevesse seu roteiro, e com ele Gillian Anderson tornou-se a primeira mulher a dirigir um episódio de seriado de TV. Um episódio pessoal e muito intimista que tratou de desnudar a personalidade de Scully de uma forma nunca antes mostrada na série.

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Até mesmo William B. Davis recebeu uma oportunidade de escrever seu próprio roteiro para a série. Em “A Salvação da Humanidade” (En Ami), Davis colocou seu personagem, o Canceroso, no centro da história, e tendo uma proximidade com Scully que até aquele momento nunca tinha sido vista na série. O episódio revelava um projeto científico liderado pelo Canceroso chamado “Simulador Terra Incógnita”, envolvendo implantes de microchips iguais ao de Scully e que poderiam ser utilizados para monitorar e controlar pacientes abduzidos e até mesmo matá-los como ratos de laboratório. Acreditando que ali poderia estar a chave para a cura do câncer, Scully arriscava a vida embarcando com o Canceroso em uma viagem de carro em busca de mais provas sobre a experiência.

O roteiro de “A Salvação da Humanidade” foi o primeiro e único escrito por William B. Davis. Nele, o Canceroso tenta ganhar a confiança de Scully explorando o interesse médico e científico da agente em uma experiência de cura controlada por ele. O título original do episódio “En Ami” (que significa em francês “as a friend” ou “como um amigo”) é uma brincadeira fonética com o idioma inglês: “En Ami” soa parecido como “Enemy”, isto é “Inimigo”. Este foi o último episódio de “Arquivo X” dirigido pelo veterano da série Rob Bowman.

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Mas nem tudo estava perdido na sétima temporada, pois tivemos alguns ótimos episódios. O melhor de todos, “Sinais e Maravilhas” (Signs and Wonders), envolvendo ciência e religião no caso de um homem morto por cobras sem qualquer prova física do ocorrido, além de “Reverendo Orison” (Orison) que marcou o retorno do assassino fetichista e necrófilo Donnie Pfaster, novamente interpretado por Nick Chinlund. Após ser preso pelos crimes e a tentativa de assassinar Scully no episódio “Irresistível” da segunda temporada, ele conseguia fugir da prisão graças à influência de um pastor chamado Orison, que parecia usar um forte método de hipnose coletiva. Uma vez livre, Pfaster partia para cumprir seu objetivo ainda não concluído: assassinar a agente Scully.

A sétima temporada também tentou inovar no formato dos episódios e apresentou o curioso “O Medo” (X-Cops), uma espécie de crossover de “Arquivo X” com a série-realidade “Cops”, que acompanhava as ações da polícia pelas ruas de Los Angeles. No episódio, uma série de crimes colocava os agentes Mulder e Scully diante das câmeras da equipe de TV que mostrou em cadeia nacional  as ações dos agentes em conjunto com a polícia para descobrir quem ou o quê estava cometendo assassinatos.

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Para concluir a história de seu outro rebento, o seriado “Millennium”, cancelado após a terceira temporada, Chris Carter pediu que Vince Gilligan e Frank Spotnitz escrevessem o episódio especial que fez o aguardado crossover entre o protagonista daquele seriado, Frank Black (Lance Henriksen), e os agentes Mulder e Scully, em “Millennium”. Quando um antigo membro do misterioso grupo Millennium estava envolvido em um caso de violação de túmulos, Mulder e Scully pedem ajuda a Frank Black, que internou-se em uma clínica psiquiátrica e depois de muita relutância, decide ajudar os agentes a evitar a realização de uma profecia apocalíptica. Embora ficasse aquém das expectativas criadas em torno da união entre os personagens de duas das melhores séries de suspense da TV – nem o próprio ator Lance Henriksen ficou satisfeito com a história apresentada -, o episódio teve bons momentos, como o ataque dos zumbis no porão, mas acabaria sendo lembrado mais pelo beijo de Mulder em Scully na virada do milênio, com o sarcástico “viu? O mundo não acabou”, dito por ele para sua parceira.

O seriado “Millennium”, criado por Chris Carter, estreou na TV americana em 1996 e durou três temporadas. Nele, o veterano ator Lance Henriksen vivia Frank Black, um médium que conseguia conectar-se com a mente dos piores assassinos e que prestava consultoria em investigações do FBI trabalhando para uma instituição particular conhecida como Grupo Millennium. Durante anos, os fãs aguardaram por uma ocasional união entre os personagens dos dois universos criados por Chris Carter.

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A temporada foi marcada também pela crítica dos fãs que começaram a acusar a série de ter se rendido à Hollywood, servindo de trampolim para vários atores em ascensão e para outros já em decadência. Shia LeBouf, muito antes de virar o astro de “Transformers” podia ser visto no divertido episódio “Um Homem de Sorte” (The Goldberg Variation), a atriz Kathy Griffin (do seriado “Suddenly Susan), atuava em “Luta de Gêmeos” (Fight Club), episódio de humor sobre duas irmãs gêmeas que provocam destruição e violências por onde passavam, além de Tea Leoni, que além de esposa de David Duchovny, era a protagonista do seriado “The Naked Truth”, e Gary Shandling, que estrelou o seriado “The Larry Sanders Show”. As participações especiais, porém, se tornariam constantes nas duas últimas temporadas. Além disso, acreditando que a sétima  temporada seria de fato a última – crença fortalecida pela decisão do astro David Duchovny em processar o canal Fox por questões de “syndication”, a distribuição do seriado para emissoras afiliadas e que deveriam lhe dar uma porcentagem na revenda – os roteiristas trataram de encerrar o único arco restante da mitologia original: o que realmente aconteceu com a irmã de Mulder, Samantha.

Os episódios “Libertação Parte 1” (Sein Und Zeit) e “Libertação Parte 2” (Closure) mostram a morte da mãe de Mulder (Rebecca Toolan), um provável caso de suicídio, e a investigação sobre um assassino de crianças que levava Mulder a confrontar novamente o Canceroso e a descobrir a verdade sobre a morte de sua irmã. Sim, a verdadeira Samantha estaria de fato morta. Mais uma vez, apesar do cuidado com que Chris Carter e Frank Spotnitz escreveram o roteiro desse episódio duplo, sua evolução de um mistério para outro, e a forma como o passado da família Mulder foi trazido à tona, além das ótimas atuações de David Duchovny, Gillian Anderson e William B. Davis,a solução deixou a desejar. Através de simples narração, soube-se que a menina conseguiu fugir da base onde vivia com Jeffrey Spender e simplesmente desapareceu por interferência de “espíritos de luz”. Um completo anticlímax que jogou por terra sete anos de especulações e a expectativa de um reencontro. A segunda parte trazia uma alteração no lema de “A Verdade Está lá Fora” para “Acreditar para Compreender” (Believe to Understand).

Frank Spotnitz comentou que os episódios “Libertação” tinham semelhança com “Corações de Pano” da quarta temporada: “É similar, mas no sentido de que aquilo que você sempre acreditou ter acontecido a Samantha não era o que aconteceu de fato. ‘Corações de Pano’ nunca respondeu a questão. Havia pessoas que vinham até nós e diziam “ok, ela está morta, mas o que aconteceu?’ e então decidimos nesse episódio responder”.

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Sem mais o que contar, Carter colocou os agentes sob uma auditoria do FBI, que exigia que Mulder prestasse conta sobre seus gastos excessivos e que Scully explicasse porque não cumpriu sua missão de controlar as ações dele, e levou os dois agentes de volta ao começo. “Requiem”, o último episódio da temporada, anunciado como o último da série, mostrava Mulder e Scully de volta à cidade de Bellefleur, no Oregon (local de seu primeiro caso juntos no episódio “Piloto) para investigar, a pedido de Billy Miles (novamente interpretado por Zachary Ansley), as abduções que continuavam acontecendo na região. Krycek, Marita Covarrubias e o Canceroso retornaram em uma tentativa de recriar o Projeto a partir de uma nave espacial que caiu na região. Em um fato raro na série, o diretor assistente Skinner saía a campo para ajudar Mulder nas buscas pelo OVNI na floresta, presenciando a sua abdução. No final do episódio, muito doente e em uma cadeira de rodas, o Canceroso era empurrado escada abaixo por Alex Krycek, provavelmente sendo morto na queda. A cena em que Scully diz a Skinner que estava grávida foi filmada um dia antes de o episódio ir ao ar para evitar que a informação vazasse na Internet e estragasse a surpresa.

Como os executivos da Fox insistiram que a série tivesse mais uma temporada, e David Duchovny – além do processo contra a Fox – já tinha declarado que não iria voltar para um oitavo ano – a única solução antes do episódio final “Réquiem” ir ao ar foi inventar o sequestro de Mulder pelos alienígenas, e deixar a história em aberto caso conseguissem fazer com que o ator voltasse atrás em sua decisão.

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Continua no próximo post…

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