A photographic protest by Alex Moscow (+18)

Posted: October 16, 2013 in nude, photo, photographers
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O fotógrafo brasileiro Alex Moscow resolveu usar o seu talento e a sua atividade para expressar, de forma contundente e única, o que acha da recente onda de manifestações Brasil afora. Usando uma modelo nua em pelo como “tela” ele deixa claro que ninguém o representa. // The Brazilian photographer Alex Moscow decided to use his talent and his activity to express in a forceful way and unique, what he thinks of the recent wave of demonstrations throughout Brazil. Using a model in the nude as his “screen”, Moscow makes clear that no one is representing him.

Com a palavra, o autor Alex Moscow:

“A modelo das fotos foi sensacional, topou, não criou qualquer objeção e se entregou ao personagem, plenamente. A escolha da mulher para simbolizar a Mãe, a Natureza, pra onde o ser humano precisa, urgente, voltar a fazer parte dela. As sociedades, baseadas em consumo de toda espécie, inclusive de indivíduos, está falida, não tem mais caminho a seguir. Acredito que só o reencontro com a Mãe natureza vai nos dar novos e prósperos caminhos. A mulher nua apresenta os seios de onde vem nosso principal e primeiro alimento; e a vagina, por onde somos geridos e expulsos para enfrentar a vida pós parto. A nudez tem ainda outro valor no ensaio, que é o quase óbvio, se desnudar de preconceitos, de dogmas, de doutrinas, de crenças, de tudo que nos prende a vícios de convivências desastrosas. É a proposta de nos expor, de nos ceder, nos entregar por completo as novas expectativas.
As coberturas no rosto são um outro protesto, contra a decisão dos nossos desprezíveis políticos, governantes, administradores públicos em proibir a livre expressão com o uso de máscaras durante as manifestações. Ninguém me representa.
Cabe exclusivamente a mim apresentar propostas realmente melhores para a nossa existência e de toda a natureza.
Não é o outro, sou eu.
As responsabilidades são minhas. Não cabe mais aquele velho papo de condenar ou responsabilizar o vizinho pelo cheiro do lixo. Cabe somente a mim, saber reciclar os pensamentos, transforma-los em ações dignas, que contemplem antes de tudo aos que nos cercam. Fazendo assim a gente, necessariamente, progride (ou sofre) as consequências dos nosso atos. Não existe via de mão única.
A revolução vem de dentro.
Revolucionar não é jogar bomba no manifestante, tão pouco jogar pedra na instituição criada, pelo Estado, pra reprimir. Isso já era. A gente está, equivocadamente, agindo como já foi feito, fracassadamente, em centenas de infinitas, milhares de vezes na história da existência do bicho Homem na Terra. É repensar novas fórmulas, novos meios de debate, discussão e luta. Ser cruel pra enfraquecer e apagar inimigos, (já que parece ser parte da nossa essência) de outras maneiras. Boto fé em algumas ações, como a dos Anonymous, por conta disso. Atacam de outra forma. Exercem a violência sem escorrer sangue pra fora. Causam hemorragias internas em instituições que até então se consideravam intranspassáveis (sic), inatingíveis. Derruba, por algumas horas, o sistema de um órgão como um DATAPREV da vida pra ver a merda que causa na vida de todo mundo…
A revolução, tanto para o bem, como pro outro lado, vem de dentro da gente, com o fim dessa mania frouxa e covarde de acreditar que é o moleque ali da esquina que vai te convocar pras ruas. Não, não dá mais pra ser ou pensar assim. Sou eu que decido ocupar todo e qualquer local destinado ao público pra gritar por dignidade, honestidade, tranquilidade na rotina de vida.
A reforma é humana
Vai as ruas gritar por dias melhores, mas volta pra casa avançando sinal de trânsito. Não dá seta porque não precisa dar satisfação da vida a ninguém.
Vai pras ruas chamar PM de cuzão, mas dá propina na Blitz quando anda com documentação toda errada, dirigindo bêbado.
Vai pras ruas exigir direitos, mas crê que o rock n roll que escuta no apartamento é bacana mas o funk do favelado é uma aberração.
Vai pras ruas e reclama de tiros de borracha, cheiro de gás e cinzeiradas, mas ignora (propositadamente) as centenas de pessoas que são assassinadas nas infinitas áreas de exclusão da cidade.
É tomando banho, trancado no banheiro, que a gente se entrega.
O ensaio propõe que só depende de mim para as coisas ficarem ainda pior ou transformar completamente a ordem das coisas, para melhor.
A Fotografia está, nos dias atuais, aliada (ainda bem) às recentes tecnologias de difusão de informação. Creio até que se essas manifestações fossem em algum tempo passado, onde a gente não tinha acesso às redes sociais, por exemplo, não teriam qualquer repercussão ou expressividade, diante da mesquinha forma com que os grandes meios de comunicação se posicionam diante dos fatos. A fotografia documental, ensaística, independente tem o papel fundamental na sustentação dos ideais que vem das ruas.”

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