Dia do Professor – Teacher’s Day

Posted: October 19, 2013 in news
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Dear non-Brazilian friends,

One more time I will have to talk about the riots in Brazil. I’m sorry about that but many of our close friends were arrested. They are been maintained isolated under the police custody and it is very likely that they will charge all them as terrorists under the new “security” law that was implemented by the country’s president Dilma Rouseff recently. They were not carrying any gun or explosives, there is no material proof, but still they want to arrest them. It looks to us that they want to use them as an example for other potential protesters. We pledge the international law, the international human right institutions and any person concerned with human rights to help us freed them. Our democracy is under threat and by the same degree, the south American democracy.

For your own safety do not come to Brazil today or in the coming months, and especially DO NOT COME to the World Cup 2014. We’re into a civil war. In addition to the demonstrations that end in confrontation with police, criminal groups are using the demonstrations to promote crimes and assaults, and the largest of all violence, that practiced by the military police using weapons of war – rubber bullets, stun grenades, tear gas and real bullets – against demonstrators. Criminal groups as the PCC in São Paulo threaten promote a series of attacks in the country during the 2014 World Cup.

Please, help us if you can by sharing our posts, videos and images. Those will be not available on mainstream media. Thank you very much!

15 DE OUTUBRO – DIA DO PROFESSOR

“Sob um governo que prende qualquer homem injustamente, o único lugar digno para um homem justo é também a prisão.” // “Under a government that arrest any man unjustly, the only decent place for a just man is also the prison.”
Henry David Thoreau

Prova de cidadania: responda a pergunta abaixo. Vale 1 ponto. // Proof of citizenship: answer the question below. Worth 1 point.
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Resposta correta: “Dois filhos da puta exatamente iguais.” // Correct answer: “Two motherf*ckers exactly alike.”

Na última terça-feira, 15 de Outubro, cerca de cem mil pessoas marcharam da Igreja da Candelária, na Presidente Vargas pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, para um protesto em frente à Câmara Municipal do Rio de Janeiro contra o descaso dos governos estadual e municipal contra a educação e os profissionais de educação, em greve há dois meses, e contra a corrupção e a violência policial contra os manifestantes. Mais uma vez um ato que começou pacífico, foi encerrado pela Polícia Militar, que agiu com a maior violência jamais vista até então em ações contra os movimentos populares que desde junho lutam por melhores condições de vida para o povo do Rio de Janeiro. Agressões gratuitas, prisões arbitrárias, detenções ilegais e o uso massivo de bombas de efeito moral e de bombas de gás desta vez seguido pelo uso de armas de fogo contra os manifestantes transformaram o centro do Rio novamente em praça de guerra.

Mais de 200 pessoas – inclusive jornalistas – foram presas de forma ilegal, levadas para várias delegacias e em seguida para o complexo de prisões de Bangu, enquadradas na nova Lei de Organização Criminosa, que trata manifestante como bandido e terrorista, crime inafiançável. Mais uma tentativa desesperada das forças repressoras dos governos federal, estadual e municipal de tentar reprimir movimentos sociais e manifestações populares que colocam em perigo à nova ordem corrupta e fascista que se instalou no país. Dezenas de pessoas passaram mal devido aos efeitos das bombas de gás, que estão com uma concentração de CS cerca de 20% acima do permitido e com data de validade raspada, tornando-se um perigo ainda maior para a vida de pessoas que sofrem de doenças cardio-respiratórias. Pelo menos uma pessoa foi ferida sem gravidade por tiros de arma letal disparados por policiais militares. A ocupação popular da Câmara Municipal foi desfeita ao fim do confronto, com a maioria de seus ocupantes sendo detidos e levados para a prisão.

No dia do Professor, não houve comemorações. Apenas o grito de milhares de insatisfeitos ecoando pelas ruas do centro do Rio contra a corrupção dos governos da presidente Dilma Roussef, do governador Sergio Cabral e do prefeito Eduardo Paes, que se venderam aos grupos capitalistas que controlam o poder no país e agora oprimem o povo da pior maneira possível: usando as forças policiais para agredir, prender e matar o povo que deveriam proteger. Leia mais: O Dia, UOL, G1 e Terra.

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OCTOBER 15 – TEACHER’S DAY

On Tuesday, October 15, about one hundred thousand people marched from the Candelaria Church, on the Presidente Vargas Avenue through the Rio Branco Avenue to the Cinelandia square, to a protest in front of the City Council of Rio de Janeiro against the indifference of governments against state and local education. The professionals of education, on strike for two months, are fighting for better work conditions and against the corruption in the governments and police violence against the demonstrators. Again an act that began peaceful , was closed by the military police , who acted with the greatest violence never seen before in actions against popular movements that since June are fighting for better living conditions for the people of Rio de Janeiro . Free assaults, arbitrary arrests, illegal detentions and massive use of stun grenades and tear gas this time followed by the use of firearms against demonstrators, turning downtown Rio again in war square .

More than 200 people – including journalists – were arrested illegally, taken to several police stations and then to the complex of Bangu prisons, classified in the new Law of Criminal Organization, which classifies protester as bandit and terrorist, an unbailable crime. Another desperate attempt of the repressive forces of federal, state and municipal governments to attempt to repress social movements and popular demonstrations which threaten the corrupt and fascist new order that settled in the country. Dozens of people got sick from the effects of tear gas, which are with a CS concentration 20% above the permitted and shaved expiration date, making it an even greater danger to the lives of people who suffer from diseases cardio-respiratory. At least one person was not seriously wounded by shots from a firearm fired by military police. The popular occupation of the City Council was undone at the end of the confrontation, with most of its occupants being arrested and taken to jail.

On Teacher’s Day there were no celebrations. Only the scream of thousands of dissatisfied echoing through the streets of downtown Rio against the corruption in the governments of President Dilma Rousseff, Governor Sergio Cabral and Mayor Eduardo Paes, who have sold themselves to the capitalist groups that now control the power in the country and oppress the people in the worst possible way: using the police forces to attack, arrest and kill the people who they should to protect. Read more about the protests on the BBC Website.

teachersday-1“Let’s celebrate the Teacher’s Day?”

congratulations-teacher“Congratulations teacher!”

PM para ônibus com professores e agride motorista // Military Police stop bus with teachers and beat the driver

Um ônibus da linha 345 (Praça Mauá/Barra da Tijuca) levava cerca de 50 passageiros, entre eles muitos professores e foi interceptado por policiais militares no Centro do Rio enquanto se dirigiam para a manifestação dos profissionais de Educação, na Candelária. O motorista do coletivo, Gerson Rodrigo, de 28 anos, foi agredido por um policial militar e teve sua camisa rasgada. Segundo testemunhas, o PM entrou no ônibus e pediu a carteira de habilitação do motorista e o documento do veículo. Como Gerson se recusou a entregar os documentos, o policial o puxou pelo pescoço com uma gravata.

– Ele não pode exigir esse documento de mim, sei dos meus direitos. Falei que não daria minha carteira de motorista e ele me enforcou. Quero processar o estado por dano moral e constrangimento – disse o motorista.

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A bus line 345 (Praca Maua / Barra da Tijuca) was carrying about 50 passengers, including many teachers and was intercepted by military police in downtown Rio while heading for the manifestation of Professional Education in Candelaria. The driver of the collective, Gerson Rodrigo, 28, was beaten by a policeman and had his shirt torn. According to witnesses, the PM got on the bus and asked the driver’s license of the driver and the vehicle document. As Gerson refused to hand over the documents, the police pulled him by the neck, by hanging.

– It may not require the document to me, I know my rights. I said I would not give my driver’s license and he gave me a tie. I want to sue the state for moral damage and embarrassment – the driver said.

Veja o vídeo // Watch the video:

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Video com imagens do protesto e dos confrontos // Video from Journal The New Democracy:

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Policiais infiltrados (P2) também são os principais responsáveis pelas cenas de vandalismo // Police infiltrated (P2) also are the main responsible for the scenes of vandalism

Desde julho quando um policial infiltrado atirou um coquetel Molotov contra colegas de farda para incriminar manifestantes, a ação desses policiais são uma marca das manifestações no Rio de Janeiro. Novamente a polícia infiltrou agentes (P2) nas manifestações para forjar provas contra manifestantes, realizar prisões ilegais e praticar atos de vandalismo para incriminar os manifestantes e justificar as ações violentas da polícia diante da opinião pública manipulada pela mídia oficial. Felizmente, nós temos a mídia independente, que mostra a verdade do que acontece nas ruas do Rio de Janeiro e do Brasil. Veja o momento em que um desses agentes é identificado e precisa da ajuda de colegas da polícia para não ser espancado pelos manifestantes. Vídeo do repórter do OlhoSuburbano.

Since July when an undercover officer threw a Molotov cocktail against colleagues in uniform to frame protesters, the action of these officers are a brand of demonstrations in Rio de Janeiro. Again the police infiltrated agents (P2) in the demonstrations to forge evidence against protesters, make illegal arrests and practice acts of vandalism to incriminate the protesters and justify the violent actions of the police in the face of public opinion manipulated by the official media. Fortunately, we have the independent media that shows the truth of what happens in the streets of Rio de Janeiro and Brazil. See the moment that one of these agents is identified and needs the help of police colleagues to avoid being beaten by protesters. Video by OlhoSuburbano:

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Policiais disparam com armas de fogo contra populares // Police shoot with firearms against demonstrators.

Comandante avisa que vai “mandar o aço” contra os manifestantes, e em seguida cumpre a ameaça atirando com armas letais. // Commander warns it will “send the steel” against protesters, and then fulfills the threat firing with lethal weapons.

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Bombas de gás com data de validade raspada // Tear gas with expiration dates shaved

Relato pessoal: Eu estava na escadaria da Câmara Municipal quando a polícia atacou com bombas de gás lacrimogêneo que mesmo lançadas ainda longe (150 metros) chegaram até mim com um forte cheiro que me obrigou e todos que estavam ali a correrem do local. Isso foi o que impediu que eu também fosse preso quando a polícia cercou a praça e prendeu todos os ocupantes. // Personal report: I was seated on the steps of the City Council when police attacked with tear gas that thrown even further away (150 meters) came to me with a strong smell that made ​​me and all who were there to run of the place. That was what prevented me also arrested when police surrounded the square and arrested all occupants.

Muitos relatos sobre a noite de terça-feira indicam que havia algo diferente nas bombas de gás arremessadas pela polícia que estavam muito mais fortes. Já existe registro de outro tipo de arma química utilizada aqui no Rio (a Blue Hell). Veja abaixo uma das inúmeras provas de que as munições estão tendo seus registros e datas de validade RASPADOS propositalmente.// Many reports on the evening of Tuesday indicate that there was something different in tear gas thrown by police that were much stronger. There are reports of another type of chemical weapon used here in Rio (Blue Hell). Below is one of many proofs that the munitions are having their records and expiration dates purposely scraped.

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Além de estudantes e professores, os jornalistas são as maiores vítimas da violência policial no Rio de Janeiro // In addition to students and teachers, journalists are the greatest victims of police violence in Rio de Janeiro

Desde o início dos confrontos entre manifestantes e as forças policiais orientadas a reprimir os protestos no Brasil, são inúmeros as violências da polícia não só contra estudantes e trabalhadores de categorias que reivindicam melhores salários e condições de trabalho, como é o caso dos professores em greve há dois meses. Profissionais voluntários que atuam paralelamente às manifestações, como os advogados da OAB, os médicos socorristas e os jornalistas independentes muitas vezes são alvos diretos dos policiais. Entenda porque a polícia fascista do governo tenta impedir o trabalho desses profissionais.

Os advogados da OAB são ativistas que tentam inibir a violência policial e as prisões ilegais e dão apoio jurídico a todos os presos desde o momento da detenção até a sua libertação. Os socorristas são enfermeiros e médicos voluntários que graças à material pago por eles ou doados conseguem prestar os primeiros socorros às vítimas ainda na rua, desde casos mais comuns como intoxicação por gás ou spray de pimenta, até os mais graves como ferimentos por balas de borracha e estilhaços de bomba, e fraturas. Os jornalistas – sobretudo aqueles da mídia independente – são muitas vezes impedidos de filmar as ações violentas da polícia, sofrem agressões, prisões arbitrárias e muitas vezes tem o seu equipamento quebrado ou roubado pelos policiais. Leia mais sobre alguns profissionais da imprensa feridos durante os protestos.

Nesta terça-feira, várias agressões e prisões contra membros da imprensa independente repercutiram nas redes sociais. O repórter Ramone, o Ninja2RJ, do coletivo Ninja, foi preso enquanto transmitia ao vivo pelo site Twittcasting os confrontos entre policiais e manifestantes. O fotógrafo A.F. Rodrigues teve seu flash quebrado por um policial com um golpe de cassetete. Bombas de gás foram atiradas diretamente contra profissionais da imprensa e o caso mais grave foi a prisão do ativista e fotógrafo do Jornal Zona de Conflito, Ruy Barros, acusado de incentivar os atos de vandalismo e formação de quadrilha, levado para o presídio de segurança máxima com base na Lei de Organização Criminosa. Ruy Barros só foi liberado 4 dias depois, graças à uma decisão judicial que concedeu anistia a todos os “presos políticos da nova ditadura brasileira” que foram detidos na noite de terça-feira. Leia mais sobre a prisão do fotógrafo Ruy Barros e leia o seu depoimento pessoal publicado em sua página no Facebook.

Since the beginning of clashes between protesters and police forces oriented to suppress protests in Brazil, there are countless cases of police violence not only against students and workers categories fighting for better wages and working conditions, as is the case of teachers on strike for two months. Professional volunteers who work alongside the demonstrations, as lawyers in Brazilian Bar Association, doctors and paramedics independent journalists are often direct targets of police. Understand why the police of this fascist government tries to prevent the work of these professionals.

Advocates of Brazilian Bar Association are activists trying to inhibit police brutality and unlawful arrests and give legal support to all prisoners from the moment of arrest until his release. Rescuers are nurses and medical volunteers that thanks to the materials they paid for or donated can provide first aid to victims still in the street, since the most common cases as poisoning by tear gas or pepper spray, even the most serious injuries by bullets rubber, bomb shrapnel, and fractures. The journalists – especially those of independent media – are often prevented from filming the violent actions of the police, suffer beatings, arbitrary arrests and often have their equipment broken or stolen by the police. Read more about some media professionals injured during the protests.

On Tuesday, several aggressions and arrests against members of the independent press echoed on social networks. The reporter Ramone, the Ninja2RJ, from the collective Ninja, was arrested while were transmitting live on site Twittcasting clashes between police and protesters. Photographer AF Rodrigues had his flash broken by a policeman with a truncheon coup. Tear gas were thrown directly against media professionals and the most serious case was the arrest of activist and photographer of the Journal Conflict Zone, Ruy Barros, accused of encouraging acts of vandalism and conspiracy, taken to the maximum security prison in accordance with the Law of Criminal Organization. Ruy Barros was only released four days later, thanks to a court ruling that granted amnesty to all “political prisoners of the new Brazilian dictatorship” who were arrested on the night of Tuesday. Read more about the prison of photographer Ruy Barros and his personal testimony published on his Facebook page.

Prisões ilegais durante as manifestações se tornaram uma triste rotina no Rio de Janeiro // Illegal arrests during the demonstrations become a sad routine in Rio de Janeiro

A polícia do estado do Rio de Janeiro ganhou um poder acima da constituição federal que garantia o livre direito de ir e vir, o direito à manifestação pacífica e direito à liberdade de expressão. Você não precisa estar manifestando para ser preso. Basta você estar na rua no momento em que a manifestação estiver acontecendo e você poderá ser conduzido para a delegacia mais distante possível para “averiguação”. Se estiver manifestando, pior para você: a polícia pode plantar provas contra você (como posse de armas, bombas ou drogas), efetuar a prisão em flagrante e levar você diretamente para a prisão sob acusação de crime organizado, ato de vandalismo, ameaça ao patrimônio público ou privado, desacato à autoridade, formação de quadrilha, posse de artefato explosivo ou qualquer outra acusação que justifique a prisão ilegal.

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Não viveremos uma democracia enquanto o direito de manifestação estiver vetado. A nova lei de Organização Criminosa foi utilizada neste dia 15 de outubro para justificar a detenção massiva de manifestantes no Rio de Janeiro. Enquadrada como organização criminosa, a ocupação da Câmara foi massacrada e retirada violentamente da praça da Cinelândia. Foram dois meses de resistência, em que pessoas comuns abandonaram suas vidas normais para pensar propostas para o transporte carioca e dar apoio à educação em greve. A violência do Estado nos fez esquecer de que este 15 de outubro era dia do professor. Em vez de resposta às demandas que levassem ao fim da greve, a repressão da polícia comandada pelo governador Sergio Cabral ultrapassou limites.

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Um jovem, Rodrigo Azoubel, está internado, depois de ter levado tiros de bala de chumbo nos braços. Não foi esse o único disparo de arma letal contra a população indefesa. Acuados pela revolta popular, os policiais extrapolaram o limite da segurança pública e colocaram vidas em risco ao disparar indiscriminadamente em meio a manifestantes desarmados. A criminalização do movimento popular agora é literal. Centenas de manifestantes passaram a noite espalhados por delegacias do Rio de Janeiro como criminosos e poderiam pegar de 3 a 8 anos de prisão. As acusações de formação de quadrilha para aqueles que pedem melhorias para a sociedade são infundadas. Criminoso é o estado, que em vez de ouvir o povo, eleva a repressão a níveis alarmantes, na ilusão de que ao silenciá-lo, o tirará das ruas. Veja aqui outros depoimentos de manifestantes presos que foram soltos depois de humilhados e tratados como criminosos comuns: video 1video 2video 3video 4. O Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (DDH) emitiu nota em repúdio às prisões arbitrárias realizadas pela polícia militar do Rio de Janeiro.

O momento da covardia da polícia militar: centenas de policiais cercam as escadarias da Câmara Municipal para prender todos os seus ocupantes e as pessoas que tentavam se esconder das bombas de gás lacrimogêneo. Foto de Ruy Barros, o fotógrafo preso juntamente com todos os manifestantes e acusado de formação de quadrilha. // The moment of cowardice of the military police: hundreds of policemen surround the steps of the City Council to arrest all its occupants and those who attempted to hide from the tear gas. Photo Ruy Barros, the photographer arrested along with all the protesters and accused of conspiracy.

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Update 24/10/2013: Veja o vídeo com o momento da prisão. // See the video of the moment of the arrest:

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“Mulher linda é mulher que luta”. A manifestante conhecida como Sininho, do movimento de ocupação da Câmara Municipal do Rio foi uma das presas, levada para a prisão acusada de formação de quadrilha. //  “Beautiful woman is a woman who fights”. A protester known as Tinkerbell, of the the movement of occupation of the City Council of Rio was one of the arrested, taken to jail accused of conspiracy.

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Atualizado: Os trinta manifestantes da 25ª DP que estavam em Bangu saíram neste sábado, 19 de outubro, da prisão. Um momento de grande emoção para todos eles, com a presença das famílias, amigos e apoiadores. O grito de todos era o já famoso “poder para o povo”. // Update: The thirty protesters arrested in the 25ª Police Station that were in Bangu left the prison this Saturday, October 19. A very emotional moment for all of them, with the presence of family, friends and supporters. The shout of all was the now famous “power to the people.”

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The Military Police of the state of Rio de Janeiro has won a power above the federal constitution which guarantees the right to come and go, the right to peaceful protest and freedom of expression. No need to be manifesting to be arrested. Just you be in the street at the time the demonstration is happening and you can be driven to the police station as far as possible to “investigation”. If you are manifesting, worse for you: the police can planting evidence against you (such as possession of weapons, bombs or drugs), make the arrest in the act and bring you directly to jail on charges of organized crime, vandalism, threat to private or public property, contempt of authority, conspiracy, possession of explosive device or any other charges to justify the illegal arrest.

We will not live a democracy while the right to demonstrate continuing vetoed. The new Law of Criminal Organization was used in this October 15 to justify the mass arrest of protesters in Rio de Janeiro. Framed as a criminal organization, the occupation of the the City Council was massacred and forcibly removed from the square of the Cinelandia. Were two months of resistance, in which ordinary people abandoned their normal lives to think about proposals for public transportation and support education on strike. The state violence has made us forget that it was the teacher’s day. Instead of responding to demands that would lead to the end of the strike, police repression led by Governor Sergio Cabral exceeded limits.

A young man, Rodrigo Azoubel, is in hospital after having been shot in the arms from a deadly weapon. That was not the only trigger lethal weapon against a defenseless population. Intimidated by the popular uprising, the police went beyond the limit of public safety and put lives at risk by firing indiscriminately amid unarmed demonstrators. The criminalization of the popular movements now is literal. Hundreds of protesters spent the night across several police stations of Rio de Janeiro as criminals and could get 3-8 years in prison. The charges from conspiracy to those calling improvements to society are unfounded. Criminal is the state that instead of listening to the people, increases repression to alarming levels, the illusion that silence him, will get him off the streets.

Veja este vídeo produzido pela Midia Independente Coletiva. // Watch this video from MIC:

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Para finalizar e inspirar, esse documentário do Coletivo Mariacchi sobre a manifestação dos professores do Rio de Janeiro, no dia 7 de Outubro de 2013, mais um ato pacífico de cidadania que foi violentamente sufocado pelas forças policiais do governador fascista Sergio Cabral. // Finally and to inspire, this documentary produced by Collective Mariacchi about the manifestation of teachers of Rio de Janeiro on 7 October 2013, another peaceful act of citizenship that was violently suppressed by the police forces of the fascist governor Sergio Cabral:

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