Welcome to Brazil Part I: The Blackout

Posted: February 7, 2014 in countries, news
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dilma-rindo“The day they speak to you it’s ray, laugh. Ray falls every day in this country. One ray can not turn off the system. If it was turned off it was by human error” – President Dilma Rousseff.

“The day they speak to you it’s ray, laugh. Ray falls every day in this country. One ray can not turn off the system. If it was turned off was by human error”, said President Dilma Rousseff in December 2012 about the blackouts that left much of the country in the dark. Over a year later, little has changed and the blackout on Tuesday once again showed the vulnerability of the electricity transmission system in Brazil – which is about 70 percent of its lines crumbling and the works of reform and expansion delayed, including controversial Belo Monte power plant, in Pará, which goes on sale this Friday.

The war of words involving the Brazilian Government and the National Electrical System Operator (ONS) seems to have no end. The Government rejected the ONS assertion that the blackout last Tuesday (4) that interrupted the power supply in several counties and state capitals of the North, Midwest, South and Southeast was caused by lightning. Through a statement the Government reaffirmed the 2012 phrase of President Dilma Rousseff that lightning can not be the cause of blackouts in the country – Brazil is one of the largest countries with incidence of lightning in the world and that “the Brazilian electric system is to proof of rays. ”

In turn the director general of ONS, Hermes Chipp, has ruled out human error in the episode and also ruled out the possibility the blackout was caused by an increase in energy consumption due to the heat wave that is sweeping the Brazil and that the lack of rains is affecting the hydroelectric plants – which account for over 70 percent of the energy supply in the country (graphic below).

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Without pinpointing causes of the blackout and in a clear demonstration that the government does not know what to do with the electricity sector to avoid inconvenience like that to the population, the ONS recommended reduction in energy consumption. Who does not want to face inconvenience in the coming months because of the excessive heat and the low level of hydroelectric reservoirs, that save electricity. “It’s always good to save”, said Hermes Chipp.

Understand what happened during the blackout

In the first 35 days of this year, the National Electrical System Operator recorded 13 power cuts. The blackout on Tuesday (4) it was the one that hit the most number of people. Four million and 900 thousand homes and businesses were left without power. From north to south 13 states and the Federal District were affected by the blackout.

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Two short-circuits caused the automatic shutdown of transmission lines that carry the energy from north to the south, midwest and southeast. Like a circuit breaker that shuts off when there is a failure. During the blackout teh regions of Midwest, South and Southeast stopped of receive 5000 megawatts.

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The National Electrical System Operator triggered the Regional Load Alleviation Scheme. It is a system protection to prevent even larger areas of being affected. With less power being supplied, the distributors are forced to make cuts and choose which regions will stay without energy. There are five levels according to the scale of the problem.

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On Tuesday the first stage was launched, providing for the reduction of 7% of the load of South, Southeast and Midwest regions. The blackout on Tuesday happened almost at the same time it was registered the highest consumption day. The ONS page on the Internet shows that at 02h02 PM energy consumption in the country was very close to the record high reached a day before.

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According to the National Electrical System Operator the day before the blackout there was also the greatest transfer of power from North to South and Southeast since 2006.

TEXTO EM PORTUGUÊS:

dilma-rindo“O dia em que falarem para vocês que é raio, gargalhem. Cai raio todo dia nesse país. Raio não pode desligar o sistema, se desligou é falha humana” – Presidente Dilma Rousseff.

“O dia em que falarem para vocês que é raio, gargalhem”, afirmou a Presidente Dilma Rousseff em dezembro de 2012 sobre os apagões que deixaram grande parte do país às escuras. Mais de um ano depois, pouca coisa mudou e o apagão de terça-feira mostrou mais uma vez a vulnerabilidade do sistema de transmissão de energia elétrica no Brasil – que está com cerca de 70 por cento de suas linhas sucateadas e as obras de reforma e ampliação atrasadas, incluindo a polêmica usina de Belo Monte, no Pará, que irá a leilão nesta sexta-feira.

O bate-boca envolvendo o Governo brasileiro e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) parece não ter fim. O Governo rebateu a afirmação do ONS de que o apagão da tarde da última terça-feira (4) que interrompeu o fornecimento de energia em diversos municípios e capitais dos estados do Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste foi causado por um raio. Através de um comunicado oficial, o Palácio do Planalto reafirmou a frase da Presidente Dilma Rousseff de que um raio não pode ser a causa de apagões no país – o Brasil é um dos maiores países com incidência de raios no mundo e que “o sistema elétrico brasileiro é à prova de raios”.

Por sua vez, o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, voltou a descartar falha humana e descartou também a possibilidade de o apagão ter sido causado por um aumento no consumo de energia em virtude da onda de calor que assola o Brasil e da falta de chuvas que prejudicam as hidrelétricas – que respondem por mais de 70 por cento do fornecimento de energia no país (vide gráfico abaixo).

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Sem apontar causas do apagão e numa clara demonstração de que o governo não sabe o que fazer com o setor elétrico para evitar transtornos à população, a ONS recomendou redução no consumo de energia. Quem não quiser enfrentar transtornos nos próximos meses, por causa do calor excessivo e o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, que poupe energia. “É sempre bom economizar”, disparou Hermes Chipp.

Entenda o que aconteceu durante o apagão

Texto e Imagens: G1.com

Nos primeiros 35 dias desse ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico registrou 13 cortes de energia. O desta terça-feira (4) foi o que atingiu o maior número de pessoas. Quatro milhões e 900 mil de residências e empresas ficaram sem luz. De norte a sul do país, 13 estados e o Distrito Federal foram atingidos pelo apagão.

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Dois curtos circuitos provocaram o desligamento automático das linhas de transmissão que transportavam energia do Norte do país. Como se fosse um disjuntor, que desarma quando há uma falha. Durante o apagão, as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste deixaram de receber 5 mil megawatts.

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O Operador Nacional do Sistema Elétrico acionou o Esquema Regional de Alívio de Carga. É um sistema de proteção, para evitar que áreas ainda maiores sejam atingidas. Com menos energia sendo fornecida, as distribuidoras são obrigadas a fazer cortes e a escolher que regiões vão ficar sem luz. São cinco níveis de corte, de acordo com a dimensão do problema.

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Na terça-feira, o primeiro estágio foi acionado, que prevê a redução de 7% da carga das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O apagão desta terça-feira aconteceu quase na mesma hora em que foi registrado o maior consumo do dia. A página do ONS na internet mostra que às 14h02, o consumo de energia no país estava muito próximo do recorde histórico, alcançado no dia anterior.

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Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico, na véspera do apagão, também houve a maior transferência de energia da região Norte para o Sul e Sudeste desde 2006.

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